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Startups e empresas tradicionais nos serviços de TI

Startups e empresas tradicionais nos serviços de TI

Passados alguns anos desde o início do debate ‘’se as Startups iriam engolir o mercado corporativo tradicional’’, conseguimos hoje com mais clareza entender como essa relação funciona, como elas competem entre si e, principalmente, como se saúdam, especialmente no mercado de serviços de tecnologia da informação.

Importante destacar que por definição, uma Startup é aquela empresa muito jovem com um modelo de negócios repetível e escalável, que nasce com intuito de resolver algum problema de alguém. Embora não se limite apenas a negócios digitais, uma startup necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional. Empresas de modelo tradicional, também buscam inovação, mas em velocidades bem diferentes.

Dito isso, o grupo HDI WAB – Workplace Advisory Board do HDI, formado por profissionais de TI e serviços de grandes empresas nacionais e multinacionais, de diversos segmentos, debateu durante os últimos 5 anos, sobre o quanto as Startups de fato substituíram empresas e serviços tradicionais. O debate era cheio de dúvidas, preocupações e uma pitada de futurologia, mas sem ainda entendermos de fato o que vinha por aí.

Essa movimentação começou no Vale do Silício, na California, com empresas que obviamente hoje são gigantes do setor, mas que iniciaram uma nova era na evolução da tecnologia em todo mundo, angariando investimentos, crescendo e se desenvolvendo. Ao longo dos últimos 15 anos, em que a internet foi se democratizando, os Apps e smartphones evoluindo, as Startups modernas começaram a surgir em larga escala, sempre mirando se transformarem em empresas relevantes e de projeção mundial, ou até mesmo as famosas ‘’unicórnios’’.

Bom, com o passar dos anos e as ramificações das Startups, em que surgiam soluções e apps de todos os mercados e em todos os segmentos e tipos, passaram a existir as Startups de nicho, que buscavam fixar o seu foco em um determinado mercado, com uma determinada proposta de valor, como as diversas Startups que buscam auxiliar seus clientes em serviços de TI e inteligência artificial, por exemplo. Nesse momento, começamos a trazer a futurologia para o presente, e entender de fato o papel dessas novas empresas em nosso mercado e cotidiano.

Sim, em nosso cotidiano dos serviços de TI, hoje podemos analisar os últimos 5 anos que queríamos prever, e que temos consciência que as nossas preocupações se tornaram um grande modelo híbrido, em que Startups e empresas grandes e tradicionais se moldaram para funcionarem juntas na maioria dos casos, dando aos seus clientes opções e novos modelos de atuação, seja qual for o objetivo final. Algumas ficaram sim pelo caminho, tanto Startups como empresas mais antigas, e isso faz parte. Mas em sua maioria, a união fez a força.

Grandes empresas, ao invés de travarem batalhas com as Startups, passaram a comprá-las ou colocar dinheiro em suas operações, e assim inovarem seus negócios a fórceps, porém continuando mais vivas do que nunca e utilizando seus grandes caixas acumulados por anos para investirem pesado em ideias que dão certo, e também que não dão.

Sendo assim, com base no debate do grupo de experts HDI WAB – Workplace Advisory Board, e mercado, o cenário nos dias de hoje é um trabalho conjunto e modelos modernos de gestão que se utilizam de várias soluções juntas em seus negócios. Os prós e contras para esse equilíbrio ter acontecido e para você avaliar ter uma Startup ao seu lado, são (*):

 

STARTUPS

Prós

Contras

Agilidade no atendimento comercial e menor burocracia

Budget escasso para pesquisa e desenvolvimento

Preços competitivos e facilidade de aquisição (e cancelamento do serviço)

Boas ideias, dificuldade em transformar em receitas perenes

Empresa pautada na inovação constante

Pouca experiência no mercado que atua (custo do aprendizado), tentativa e erro

Quando compradas por empresas ou fundos maiores, maior possibilidade para garantir o serviço ao cliente

Incerteza de sustentabilidade, mais frágil

Contratos flexíveis

Geralmente vive o dilema: ou escala, ou morre

Soluções ágeis e específicas

Recursos humanos, financeiros e infraestrutura escassos

Metodologia de entrega com base em pessoas, não em processos

Incerteza dos aportes de investidores com base em atingimento de metas

Velocidade na tomada de decisão estratégica, tática e operacional

 

Tomador de decisão acessível e funcionários com maior autonomia

 

Baixo de custo de operação e preços dos serviços em sua maioria, mais acessíveis ao cliente

 

 

EMPRESAS TRADICIONAIS

Prós

Contras

Maior abundância de recursos humanos, financeiros e infraestrutura

Mais burocracia e processos desde área comercial até entrega dos serviços

Mais budget para pesquisa e desenvolvimento

Preços maiores devido a exigência de maiores margens para sustentabilidade do negócio

Possibilidade financeira de adquirir Startups ou investir em inovação e montar ofertas híbridas

Contratos complexos

Conhecimento e experiência interna em várias áreas de atuação

Dificuldade de mudar cultura e status quo

Força de marca

Altos custos de operação

Credibilidade

Lentidão na tomada de decisões e execução de mudanças operacionais

Hierarquia complexa e difícil acesso ao tomador de decisão


(*)
Itens baseados em debates conceituais, percepções e pesquisas de mercado, mas não rotulam ou representam a verdade absoluta sobre cada empresa ou Startup.

 

No mundo da inteligência artificial, essa relação das grandes empresas com as Startups ficou ainda mais aparente. As grandes companhias perceberam que era mais rápido se juntar e investir em Startups para desenvolverem tecnologias robustas de IA do que desenvolverem dentro de casa. Com o tempo, empresas inclusive montaram verdadeiras incubadoras dentro de seus ambientes corporativos para incentivar a criação de tecnologias inovadoras e assim ter velocidade na inovação.

Uma matéria da Bloomberg aponta que, no ano passado, 231 startups de IA foram compradas por grandes empresas, contra 42 em 2014. Fica a dica do grupo WAB: isso tudo nos mostra como o mercado está se moldando a essa nova era, e que sempre que aparecer uma ‘’bolha’’ ou uma ‘’nova onda’’ de mercado, não precisamos ser tão drásticos nas previsões que um lado ou outro vai desaparecer, mas sim que vai mudar, se integrar e melhorar a vida dos usuários de tecnologia na ponta. Be optimistic!


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