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Minha viagem para Índia (Jornada de Automação)

Minha viagem para Índia (Jornada de Automação)

Apesar de ser um destino muito interessante, raramente você verá pessoas com o sonho de ir até a Índia. Muitos vão várias vezes para os Estados Unidos e Europa, mas nunca irão conhecer a região asiática. Para termos uma dimensão desse país, imagine que é um Brasil com 6 vezes a população, mas com uma área territorial que é menos da metade do Brasil.

É como se, de repente, no seu bairro, prédio ou casa, ele tivesse metade do tamanho, mas com 6 vezes mais pessoas morando. E aí, o que acha?

Economicamente, a Índia é um país que obteve sua independência há apenas 75 anos, porém sua realidade econômica vem se transformando a passos largos. Desde o ano 2000, a Índia multiplicou seu PIB por 7 e continua crescendo, já ultrapassou o Canadá, Brasil e Itália. Um ponto com o qual o país ainda luta, assim como o Brasil, é a distribuição da riqueza. A renda per capita no Brasil ainda é mais de 3 vezes maior do que na Índia.

Ufa, quanta coisa, não é? Mas o que isso tem a ver com a questão sobre tecnologia e automação? Calma que vou te explicar. A Índia tem um mercado de mão de obra em tecnologia mais abundante do que o Brasil, mas não pense que para eles é fácil contratar, pois a concorrência é maior, já que o mundo inteiro acaba estabelecendo suas operações de TI na Índia. No entanto, conversando com os profissionais de RH das empresas indianas, vemos que eles conseguem ter muitos candidatos para vagas que aqui muitas vezes não encontramos profissionais no Brasil.

Outra característica bem interessante do mercado indiano de tecnologia é que, devido a essa competitividade no mercado, as pessoas estudam por mais tempo. No Brasil, são raros os casos de profissionais do mercado com mestrado ou doutorado atuando no mercado, enquanto na Índia encontramos com certa facilidade essas qualificações. Lembro das primeiras reuniões que tive na empresa, em que cada um começou a compartilhar seu background, e fiquei pensando na minha pós-graduação, solitária há alguns bons anos atrás.

Por que a automação foi adotada tão rapidamente na Índia?

Com essa quantidade enorme de pessoas, é natural que todas as empresas da área de prestação de serviços - financeiras, seguros, telecomunicações, entre outras - tivessem um grande volume de atendimentos. Isso fez com que as empresas indianas percebessem que a automação era uma forma de se manterem competitivas no mercado cada vez mais global. Aliado a uma certa abundância de profissionais técnicos, criou-se uma combinação perfeita para que as iniciativas de automação fossem adotadas em larga escala.

É interessante ouvir os profissionais de automação da Índia contando suas histórias das primeiras automações que fizeram. Muitos relatam equipes enormes que ficavam trabalhando à noite para fazer o envio ou recebimento de documentos. Imagine isso, um time somente para atuar como caixa de correio. Os primeiros relatos que tive a oportunidade de ouvir falavam de 2014. Nessa época, as coisas eram feitas em código e com baixo nível de governança, visto que usavam as próprias máquinas dos usuários como agentes para a automação.

Nesse quesito, percebo que o mercado de automação indiano está um passo à frente do Brasil. Eles têm uma preocupação grande com governança, continuidade e gestão de risco quando aplicam suas automações. Para isso, até têm um conceito que chamam de HiperCare, que se trata de times específicos para fazer o Go-live de robôs em produção, tanto do ponto de vista técnico quanto em relação aos itens de governança a serem endereçados para o robô em questão. Se não tiver toda a documentação e controles, não vai para produção, independentemente da questão técnica.

Longe, porém próximo.

Apesar das diferenças geográficas, há muito mais semelhanças entre o Brasil e a Índia que podemos relatar. É um povo muito receptivo e alegre, adora conhecer as pessoas e compartilhar sua cultura. É muito prazeroso passar um tempo com nossas equipes na Índia, pois somos bem recebidos, e a alegria de viver que nós brasileiros temos tanto orgulho também está presente em nossos colegas indianos. Portanto, atualize seu caderno de viagens e coloque a Índia no seu roteiro, que certamente valerá a pena.



* Fernando Baldin tem mais de 25 anos de experiência como Gerente Comercial, Diretor de RH, Diretor de Inovação e Diretor de Operações na Premier IT/Quality, liderei uma equipe de mais de 750 profissionais na prestação de serviços corporativos para grandes contas, incluindo Boticário, Honda, Elektro, C&C, Volvo, Danone e outros clientes. Combinando operações e inovação, a empresa foi selecionada como Cool Vendor 2016 pelo Gartner e ficou entre as 100 maiores empresas de TI segundo o ranking da Informática Hoje por sete anos consecutivos no ranking Deloitte das empresas que mais crescem no Brasil. Hoje, é Country Manager da AutomationEdge no Brasil.

Acredito que a chave para o sucesso é ter um time forte e alinhado, com foco no cliente. Além disso, liderei projetos críticos, como a criação do Modelo Financeiro para Controle por Contrato da Companhia, a estruturação do Planejamento Estratégico, a criação do Modelo MEFOS (Lean) de Serviços, a criação e aplicação do Portal de Gestão do Conhecimento (KCS) e um foco contínuo em inovação. Tenho certificações como ITIL Manager Certified V2, PAEX - FDC, ITIL V3 Expert, HDI KCS e sou Membro Strategic Advisory Board do HDI.


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