Interrupções não planejadas de TI podem prejudicar as operações do negócio, causar perda de receita e danificar a reputação da empresa. O Service Desk pode agir de forma proativa, coordenando e liderando os esforços entre as diferentes áreas de suporte e equipes técnicas, fazendo a diferença na redução da frequência de incidentes, aumento da satisfação do cliente e diminuição de custos e esforços não planejados de TI.
A seguir, estão 6 técnicas que podem ser utilizadas para chegar às causas raízes e tomar ações imediatas. O Service Desk pode atuar como coordenador ou líder na aplicação dessas técnicas para gerar resultados e melhorar o serviço.
1. Técnica: Os 5 Porquês (The 5 Whys)
Melhor uso em situações como:
- Dúvida se a solução apresentada é realmente a solução correta.
- Incerteza sobre por onde começar para encontrar a solução.
- Mudança de mentalidade da equipe de suporte, focando nas causas e não apenas nos sintomas.
Como funciona:
- Descreva o que aconteceu.
- Pergunte: “Por quê?”
- Ouça a resposta.
- Pergunte novamente: “Por quê?”
- Repita as etapas 2 a 4 até identificar a causa raiz.
2. Técnica: Análise de Tendências (Trend Analysis)
Melhor uso em situações como:
- Identificar problemas recorrentes que, se eliminados, reduziriam o número de incidentes na infraestrutura de TI.
- Priorizar os esforços de resolução de problemas.
Como funciona:
- Classifique os problemas em categorias.
- Liste os problemas por categoria.
- Identifique o volume de ocorrências de incidentes para cada problema.
- Identifique os problemas com maior frequência.
- Ataque os problemas associados ao maior número de incidentes.
3. Técnica: Brainstorming de Soluções
Melhor uso em situações como:
- Problemas complexos e significativos que envolvem várias áreas tecnológicas.
- Dúvida sobre quais questões devem ser tratadas primeiro.
- Problemas intermitentes que desaparecem e voltam e não podem ser reproduzidos em ambiente de testes.
- Dificuldade em identificar o ponto exato de falha.
Como funciona:
- Reúna os especialistas.
- Cada um escreve possíveis causas raízes (uma por cartão).
- O facilitador coloca os cartões em um quadro, um por vez, em formato de mesa redonda.
- Cada cartão é discutido à medida que é colocado.
- Cartões relacionados são agrupados.
- Cada especialista fica responsável por um ou mais cartões e deve comprovar se o item representa ou não uma causa raiz real.
4. Técnica: Análise de Valor da Dor (Pain Value Analysis)
Melhor uso em situações como:
- Dúvida sobre quais problemas devem ser resolvidos primeiro.
- Identificar os problemas que mais impactam o negócio.
Como funciona:
- Elabore uma lista de problemas.
- Para cada problema:
- Identifique o número de pessoas afetadas.
- Determine a duração da indisponibilidade.
- Estime os custos para o negócio (mão de obra não planejada, vendas perdidas, multas, penalidades, etc.).
- Atribua pesos aos problemas com base nesses fatores.
- Classifique a lista para identificar os principais problemas a serem resolvidos.
5. Técnica: Isolamento de Falhas (Fault Isolation)
Melhor uso em situações como:
- Eliminar “ruído” na investigação da causa raiz.
- Dúvida sobre por onde começar a análise.
- Dificuldade em identificar o ponto exato da falha.
- Otimizar o tempo da equipe de suporte para chegar à causa raiz.
Como funciona:
- Identifique todos os Itens de Configuração (CIs) envolvidos na transação ou evento com falha.
- Identifique a cadeia ou caminho dos CIs.
- Reexecute a transação ou evento passo a passo:
a. Vá até o primeiro CI – funcionou corretamente?
b. Vá para o próximo CI – funcionou corretamente?
c. Repita até que a falha seja encontrada. - Se a falha não puder ser recriada:
- Verifique o estado de saúde de todos os CIs envolvidos.
- Para cada CI com falha, siga o caminho inverso da cadeia.
6. Técnica: Análise de Pareto
Melhor uso em situações como:
- Dúvida sobre por onde começar diante de múltiplas causas potenciais.
- Necessidade de separar as causas principais de falhas das mais triviais.
Como funciona:
- Monte uma tabela listando as causas e sua frequência em percentual.
- Organize as linhas em ordem decrescente de importância das causas, ou seja, da mais relevante para a menos.
- Adicione uma coluna com o percentual acumulado.
- Selecione as causas principais a serem tratadas.
Use essas técnicas como parte de um programa de Melhoria Contínua de Serviços (CSI – Continual Service Improvement).
Experimente aplicar algumas delas em sua organização e veja a diferença que podem fazer.