BLOG

É erro comum, em muitas organizações, deixar as decisões sobre prioridades em investimentos em TI com a própria TI. Tal postura é o inverso do que os frameworks mais utilizados no mercado indicam como boa prática para gestão desses serviços - e do que a vivência em gestão demonstra.
A TI deve ser encarada como área estratégica, uma vez que provê os recursos que viabilizam, em conformidade com o contexto atual da sociedade, as atividades do negócio. Sem esses recursos, viveria-se como há décadas atrás e, só por isso, seu caráter estratégico já seria inexorável. Basta refletir sobre o mais trivial dos serviços: o de correio eletrônico. Como seria para uma organização realizar suas atividades diárias sem este serviço? As comunicações teriam que ser realizadas pelos serviços de entrega de correspondências, em especial quando precisam de alguma formalização. Quanto tempo seria gasto, então, para finalizar uma aquisição? E o agendamento de compromissos? Com certeza as secretárias viveriam enlouquecidas com telefonemas para todos os convidados, numa tentativa de fechar a data mais apropriada.
A TI oferece o ferramental para, mesmo no ambiente mais simplório, poupar tempo, tornar mais ágeis os processos mais elementares. Numa sociedade na qual o tempo dos acontecimentos e das decisões é o tempo real, sem essas tecnologias uma organização estaria fadada ao fracasso.
Não obstante, a TI precisa demonstrar o valor que agrega ao negócio para que os investimentos se justifiquem e continuem a ser feitos. Ainda que essa demonstração não seja feita sistematicamente, não seria por isso que o viés estratégico da TI deixaria de existir. O que pode acontecer é o CEO e o CFO não priorizarem o aporte de recursos financeiros para a TI, uma vez que não está visível o valor da atividade para o alcance dos fins institucionais.


O que fazer?
Primeiro, é preciso que as organizações - que são compostas por pessoas - compreendam o caráter estratégico da TI. O serviço de correio eletrônico, por exemplo, exemplifica claramente este caráter para qualquer pessoa que não tenha nenhum conhecimento de gestão de serviços de TI.
Em segundo lugar é fundamental que a organização, por meio de sua alta administração, se envolva nas definições dos investimentos que devem ser feitos na TI para que assim ela funcione corretamente, ou seja, como uma ferramenta para que sejam alcançados os fins para os quais o negócio existe.
Por meio do planejamento estratégico institucional, observando os objetivos estratégicos da organização, é possível alinhar o planejamento estratégico da TI a estes objetivos. Com isso, a decisão sobre como investir em recursos de TI será também uma facilitadora para o alcance dos objetivos de negócio e estará sendo pensada e executada pelos mais altos representantes das áreas de negócio, que possuem a visão mais ampla do que a organização objetiva alcançar.
A demonstração do valor agregado pela TI ao negócio fica assim muito mais clara - e mais visível - já que o alinhamento com o planejamento estratégico da organização terá sido efetuado. Esperar que a TI defina o que é crítico e estratégico para os fins do negócio é como permitir que um pintor de paredes decida as cores dos cômodos da casa do cliente. O conceito dele de relaxamento, por exemplo, pode ser oposto ao do cliente. E um quarto de dormir vermelho berrante pode ser o produto final.


*Fernanda Moraes Cruz é Gestora de Atendimento de TI da Agência Nacional do Petróleo. Atua há 17 anos em TI. Entusiasta da gestão de serviços. Formada em Direito. Certificada ITIL e ISO 20.000.

O bom atendimento e relação com os clientes é um verdadeiro desafio para as organizações contemporâneas. É sabido que se não forem bem recepcionados e assistidos, vão procurar um outro ambiente comercial onde sejam melhor atendidos e, com absoluta certeza, nunca indicarão tal organização para um cliente em potencial. Trocando em miúdos, um bom atendimento é regra básica para a satisfação de seu público.
Uma relação horizontal, franca e esmerada com esse público, entretanto, é construída e aprendida ao longo da trajetória e do conhecimento que a organização detém sobre seus clientes.Saber simplesmente como tratá-los não deve ser considerado como estratégia para melhoria da relação empresa/consumidor. O ato de satisfazer um cliente e fidelizá-lo vai muito além cumprir com o desejado, sanando suas necessidades. O cliente encantado é aquele que vivencia uma nova experiência em relacionamento e se vê surpreendido pela quebra desse tabu de relações medianas e superficiais. Exceder as expectativas, fazer algo pelo qual o seu interlocutor não esteja esperando, surpreendê-lo de alguma forma é o que determina se ele vai voltar a negociar com a empresa e possivelmente indicar seus serviços a outrem.
É claro que não se deve apresentar aqui uma “chave” ou um modelo pré-fabricado que, convenientemente, apresentaria as soluções para se construir um relacionamento de encantamento entre a empresa e seu público alvo. É de bom tom lembrar que cada organização é única e apresenta suas especificidades e nuances tal qual um indivíduo possui características que o tornam ímpar. Entretanto, algumas medidas podem ser tomadas visando acelerar esse processo de mudança quanto ao atendimento e consistência dessas relações.
Tudo começa, inevitavelmente, com a recepção ao consumidor. Coloque-se no lugar do cliente e reflita se ao ser abordado por uma recepcionista ou vendedor, você escolheria negociar com aquele que apresenta um comportamento automatizado ou o que se esforça em humanizar a abordagem, dando ao cliente um tratamento especial?
É necessário se sentir importante. Se antecipar em atender as necessidades do seu público representa zelo, é o diferencial entre ser bem tratado e se sentir integrado, participante. O termo “cliente” é compreendido também como “protegido,” “cuidado". Manter o mix de produtos abastecido e os serviços sempre atualizados e disponíveis, ajuda a estreitar a relação com o consumidor. Ora, a empatia se desenvolve se o indivíduo não precisar aguardar para a retirada do produto ou conclusão do mister solicitado. Voluntariedade e presteza dos vendedores colaboram diretamente para o bom andamento desse importante momento da construção do relacionamento.
É imprescindível, todavia, um diálogo acertado com os seus públicos. Dessa forma, é possível identificar/diagnosticar os pontos mais deficientes no relacionamento e buscar alternativas para contornar essas deficiências. O questionamento eleva o nível da interação empresa/cliente a um patamar mais pessoal. Muitas organizações tem utilizado as mídias sociais para encurtar o tempo de espera do feedback, que através desses recursos se torna imediato.
Observar o comportamento de consumo do cliente é uma estratégia bem viável para se dar início ao processo de personalização dos serviços prestados. Deve-se manter sempre um registro de compras e canais de comunicação sempre ativos. Tratar o interlocutor pelo nome revela um desejo genuíno em agregá-lo e mantê-lo satisfeito, é preciso espontaneidade nesse ínterim, o contato processual pode tornar o cliente
O famoso boca-a-boca é, e sempre foi, deveras representativo quando a questão se refere a conseguir novos clientes. Ao contrário do meramente satisfeito, que pode mudar de opinião facilmente, o cliente encantado é fiel, além de colaborar diretamente para o sucesso da organização em buscar novos clientes indicando a sua marca, fator decisivo no momento da opção de compra/adesão de serviços. A indicação de amigos e familiares é ainda mais importante do que reviews, opiniões online e editoriais.
Alcançar esse cliente encantado, disposto a dialogar e recomendar o seu serviço ou produto é uma tarefa delicada. Embora seja consensual entre os gestores que encantar um cliente é mais viável para a organização do que simplesmente fidelizá-lo, há de se admitir que um processo que dependa de tantos fatores externos, competência e boa fé de terceiros, se praticado de forma leviana os resultados almejados dificilmente serão atingidos. Ainda assim, prezar pelo diálogo aberto, conforto do cliente, buscar exceder suas expectativas atingindo-o com lídimo interesse em servi-lo, certamente não irá colaborar para que perca o interesse pelo produto ou serviço a ele oferecido.


*Rafael Figueiredo é Coordenador de Suporte na Empresa ZetraSoft e tem 14 anos de experiência em Service Desk. É formado em Relações Públicas pela PUC - Minas Gerais e em Tecnologia da Informação.

Em 2013, o Brasil atingiu a 7º posição no PIB (Produto Interno Bruto) em serviços de Contact Center, segundo estudo apresentado por consultores independentes. Para acompanharmos essa evolução com uma gestão cada vez mais eficaz, devemos nos aprimorar a cada dia, buscar novas soluções e alternativas para garantir a satisfação de seu público, seja ele interno ou externo.

O mercado de Contact Center vem crescendo a cada ano e para 2015 as perspectivas são boas, principalmente quando se fala da regulamentação do serviço, investimentos de multinacionais estrangeiras, expansão de operações e novas frentes de trabalho, o importante é ressaltar que esse ano está repleto de oportunidades de empregos para a sociedade brasileira que hoje emprega 400 mil colaboradores no país.
Quem nunca trabalhou ou conhece alguém bem próximo que trabalha em alguma central de atendimento, seja de serviços relacionados a cobrança, SAC, Help Desk, Seguradoras, etc? A resposta não será diferente, todos nós conhecemos alguém, pois estamos falando de um mercado que mais recruta profissionais através de diversos segmentos.

As oportunidades são muitas, desde os jovens que buscam a primeira oportunidade no mercado de trabalho e, até mesmo, os mais experientes que procuram uma recolocação e contribuição para esse setor que não pára de crescer. É muito comum encontrarmos estudantes que utilizam essa oportunidade e fazem dela um trampolim para sua carreira profissional, para alguns, apenas uma experiência, para outros uma grande oportunidade de sucesso, pois muitos desses nem imaginavam que futuramente iriam seguir uma carreira no setor de Contact Center.

Com o passar do tempo e com a maturidade profissional, já se percebe algumas promoções internas, mesmo que horizontais, é a hora que alguns destes profissionais despertam para a oportunidade de investir na carreira e almejar cargos mais altos na verticalidade. Porém, sabemos que não é fácil se destacar dependendo do tamanho da operação em que trabalha e todos buscando apenas o mesmo objetivo, ascensão profissional.
É preciso ter perspectiva futura, bastante conhecimento e que seu trabalho seja executado com afinco, dedicação, comprometimento, espírito de liderança, criatividade e, principalmente, espírito inovador - essas são características de destaque para quem busca uma ascensão profissional no mercado de Contact Center.

 

*Ives González é Administrador, vem atuando a 13 anos no mercado de Contact Center possui MBA Gestão de Pessoas, MBA Gestão de Projetos e MBA Gestão Recursos Humanos, atualmente exerce a função de Gestor Operacional de Contact Center, possui certificações reconhecidas do HDI (Help Desk Institut), HDA (Help Desk Analyst Boot Camp), SCM (Support Center Management), ISO/IEC 20.000 Foundation, ITIL Foundation.

Um ranking elaborado pela Universidade de Chicago e divulgado pela revista Forbes (jun/2013), pesquisou o grau de satisfação dentro de diversas carreiras para chegar ao Top 10 das mais felizes e infelizes. Entre as 10 atividades mais felizes, nenhuma é da área de TI ou tecnologia em geral. Mas, das mais infelizes, várias estão diretamente ligadas a essas áreas.
O Analista de Suporte Técnico aparece como a 8º profissão de pessoas mais infelizes. Pode ser uma característica da área de TI, pois a profissão que aparece como de maior infelicidade é a de Diretor de Tecnologia da Informação, o que deixa claro que salário alto ou status, tão somente, não trazem felicidade aos profissionais.
O que pode ser feito para dar um empurrãozinho na felicidade, diminuir o stress e aumentar a autoestima de nossas equipes técnicas?
Separei seis dicas que podem ajudar gestores que estão preocupados com a infelicidade dentro das equipes:

 

  • Não há felicidade no caos: Dificilmente alguém vai conseguir trabalhar bem em um lugar sem regras, processos e atividades mapeadas. Se o seu Centro de Suporte não possui seus processos claramente definidos, um catálogo de serviços eficiente ou uma base de conhecimento que ajude seus técnicos a resolver as solicitações mais facilmente, está aí seu ponto de partida. Ninguém consegue ser feliz no caos. Trate isso tudo como investimento e busque apoio do negócio. O ROI é fácil de mapear, seja pela melhora do atendimento aos clientes, diminuição do absenteísmo e, até, queda da taxa de turnover.
  • Explicite a importância da atividade: A área de Suporte é das mais importantes nas companhias. Porém, muitas vezes, não recebe o apoio e o tratamento estratégico que deveria receber. Além de falar, é preciso mostrar ao time a importância que a atividade possui. Isso é percebido através de salários condizentes com o mercado, premiações por meritocracia, plano de carreira estabelecido (isto é fundamental e poucas possuem), participação nos lucros e demais benefícios. É preciso demonstrar que a empresa valoriza, de fato, o colaborador e a função.
  • Crie metas coerentes e comemore as conquistas: Segundo muitos especialistas, comemorar conquistas é fator decisivo para a felicidade no trabalho. Incentive e patrocine as comemorações, gere premiações. Se não possui orçamento para isso, seja criativo. Dia de folga, por exemplo, é dos prêmios mais desejados segundo as pesquisas. Comemore em público e destaque quem está fazendo a diferença. Um simples “muito obrigado” tem valor incalculável.
  • Crie um ambiente mais agradável: A atividade por si só já é bastante estressante, se o ambiente de trabalho for hostil, muito barulhento ou desconfortável, será fator de infelicidade. Invista em mobilhas e acessórios confortáveis, incentive os colaboradores a deixar o ambiente o mais agradável possível, com fotos da família, itens pessoais de decoração (nas suas mesas) e, quem sabe, pinte as paredes com cores relaxantes. Deixe as pessoas o mais confortáveis possível. Uma boa dica é consultar o próprio time, certamente surgirão ótimas sugestões. Tornar o ambiente mais humano, e menos frio, é sempre produtivo e traz ótimos frutos.
  • Invista em uma sala de descompressão: Muitas empresas investem fortemente em ambiente voltados a diminuição do stress e oxigenação durante a jornada de trabalho. Esses espaços devem ser confortáveis, alegres e distantes do ambiente normal de trabalho. Que tal colocar uma TV, internet liberada, um videogame de última geração, jogos de tabuleiro, máquina de café, livros e uns pufs. Pronto, o ambiente está perfeito para seu time relaxar um pouco. Você vai perceber que após alguns minutos de descompressão, o colaborador volta cheio de energias e novas ideias. Vale a pena!
  • Seja o melhor gestor que puder ser: Na maioria das vezes o profissional pede demissão do chefe e não da empresa que trabalha. Preocupe-se genuinamente com seu time, brinde-o de forma eficiente de problemas desnecessários e lidere com paixão e responsabilidade. Leia muito e troque informações com outros gestores, esteja atento a cada pessoa, individualmente. Cada um tem as suas necessidades e não existe fórmula mágica para alcançar a todos. Seja justo, imparcial e honesto. Procure entender os motivos da não felicidade de cada um e trabalhe para reverter isso. Incentive o trabalho em equipe e mantenha as portas da sua sala e, principalmente, seu coração e ouvidos bem abertos.

 

* Rodrigo Rico é profissional de carreira na área de Suporte, iniciou como Analista e, posteriormente, atuou em NOC’s e na Coordenação de equipes de Service Desk e Field Support. Possui certificação SCM (HDI – Support Center Manager) e ITIL v3. Atualmente é Gerente de Suporte na Bematech S/A, possuindo mais de 14 anos de experiência na área. É vice-presidente do Software Advisory Board do HDI Brasil.

Filósofos, sábios e religiosos afirmaram que a “Felicidade está dentro de nós”.
Se nos aprofundássemos no significado dessas palavras, o questionamento seria inevitável: “Como assim?”.
Na correria de tantas tarefas e obrigações que se acumulam, frente ao tempo escasso, melhor não pensar na resposta e, talvez, olhar os novos modelos de carros, celulares, aparelhos eletrônicos, entre outras tentações. A aquisição de um novo “brinquedinho” ou “agrado pessoal”, como um novo computador, sapatos novos ou uma roupa da moda, parece garantir bons momentos, algumas vezes estrangulados pela realidade da fatura do cartão de crédito. Essa euforia de possuir algo desejado seria a Felicidade?
Quando nossas necessidades básicas e da nossa família estão satisfeitas, como ter um lar aconchegante, alimentação sem privações, o acesso à cultura e ao conhecimento, saúde e um trabalho digno, podemos questionar profundamente o que realmente é importante, sem cair nas armadilhas do consumismo. Precisamos de muito pouco para ser feliz, mas ao valorizarmos o que ainda não temos, sofremos, porque sempre falta alguma coisa.
A Felicidade é um assunto amplo, mas neste artigo, abordarei alguns aspectos, sempre práticos, reforçando que a Felicidade é um estado interno positivo e natural. Ela já está dentro de nós desde o nascimento, mas a nossa mente produz pensamentos, referências externas, armadilhas psicológicas, lembranças que geram emoções negativas, que poluem e nos impedem de percebê-la.
A infelicidade também está relacionada aos conflitos que inconscientemente causamos ou eternizamos, mas que julgamos ocorrer somente por culpa de outras pessoas.
A não produção consciente da infelicidade será a chave da porta para o caminho da felicidade.

 

Infelicidade causada pelos outros

Quando realizo o processo de avaliação e autoconhecimento tecnicamente orientado, conhecido no mercado como Assessment, ouço diferentes histórias, problemas e necessidades. Procuro entender como o indivíduo está percebendo os cenários, os acontecimentos e as pessoas importantes como sua chefia, pares e subordinados, além de procurar modelos comportamentais danosos. É comum ouvir o quanto as outras pessoas causam problemas nas equipes de trabalho ou o quanto as atitudes alheias estressam as pessoas. Como disse Jean-Paul Sartre (França,1905): “O Inferno são os outros”.
A aplicação do instrumento de Assessment Myers-Briggs Type Indicator®, conhecido como MBTI®, oferece um método útil para entender as pessoas e fornecer autoconhecimento, com base nas preferências de personalidade que todas as pessoas usam em momentos diferentes.
Depois que o cliente recebe seus relatórios e explicações detalhadas, procuro ajudá-lo a assumir a responsabilidade pelos seus sentimentos e reações condicionadas, frente aos fatores que lhe causam estresse e infelicidade. Mudar a si mesmo, depois de decidir por isso, já não é algo tão fácil, mas esperar a mudança “dos outros” pode ser algo impossível.
São muitas as possibilidades de perfis versus cenários reais e sempre cada indivíduo é único, mas alguns exemplos com questionamentos podem ampliar o entendimento do leitor sobre como mudar a forma de pensar para ser mais feliz:
Chefes julgados como carrascos, que dizem o que tem de ser feito, sem ouvir a equipe, precisam ter pessoas no papel de vítimas para poderem continuar sempre com as mesmas atitudes. O que exatamente você faz ou deixa de fazer que favorece essas ações duras do seu chefe?
O cliente interno ou externo que só reclama e nunca valoriza o seu trabalho de prestador de serviços. Qual é a expectativa desse seu cliente que você ainda não descobriu? Você quer realmente ajudá-lo? O que poderia fazer de diferente para mudar a percepção desse cliente?
Meu filho não me respeita. Digo que ele não pode fazer algo e ele o faz nas minhas costas. Se essa forma de comunicação não funcionou até agora, por que você insiste e ainda não procurou outra estratégia? Na idade dele, mas nos dias de hoje, como você poderia entender o que considera ser o certo ou o melhor? Com as mesmas atitudes, você só poderá obter os mesmos resultados.
Nos exemplos acima, não é raro perceber que os comportamentos do chefe, julgados errados e dignos de um carrasco, são os mesmo que o avaliador usa com o filho adolescente ou companheiro(a). A incoerência é uma característica do ser humano.
Na realidade, não existe a infelicidade causada pelos outros, pois frente a qualquer situação, temos o direito e poder de escolher a “não infelicidade”. Deixar de atribuir aos outros ou aos acontecimentos externos as nossas tristezas, analisar a situação por novos ângulos e encontrar a nossa responsabilidade, a possibilidade de mudanças ou novas escolhas para ser mais feliz.
Ser Feliz não é a chegada, mas o caminho percorrido.
Procure fazer o exercício a seguir, sozinho, com tempo para reflexões.

 

Exercício proposto:

1. Escreva em um papel o nome das pessoas cujos comportamentos estão atrapalhando a sua vida ou fazendo sentir-se infeliz (no máximo três).
2. Descreva os comportamentos de cada uma dessas pessoas que são danosos para você.
3. Agora, analise cada caso e procure descrever como cada uma dessas pessoas descreveria você (como elas o percebem).
4. Quais são as suas atitudes que causam essas percepções?
5. O que você poderia fazer, que ainda não tenha feito, para mudar essas percepções?
6. O que você ganha mantendo-se na situação atual, em cada caso?
7. O que poderá ganhar se conseguir mudar as percepções dessas pessoas a seu respeito?
8. Escreva uma nova ação ou atitude que poderá colocar em prática nos próximos dias para mudar as percepções das pessoas que julgou importante.
9. Após duas semanas, volte a ler o que escreveu e atualize com as novas observações. Observe o que poderia melhorar ainda mais e como.
Siga esse processo até que esteja feliz com os resultados. Casos mais complexos podem requisitar sessões de Coaching para dar suporte e vencer algumas crenças limitantes ou alguns paradigmas secundários. Mas não desista de se tornar um ser humano, cada dia melhor, enquanto estiver vivo.

 

Infelicidade causada por nós mesmos

Nossa mente processa inúmeras informações simultaneamente, e os pensamentos geralmente borbulham, sem a nossa consciência e controle. Mesmo assim, nossos pensamentos desenfreados geram sentimentos e ações. As pessoas de nosso convívio normal percebem com mais facilidade a nossa mudança de humor, mas quando fazem algum comentário ou questionam, dizemos estar ótimos ou que é pura impressão delas. Seria mesmo?
Às vezes, os pensamentos conduzem as ações que causam os efeitos externos que nos entristecem. A simples mudança dessas ações poderá trazer paz e felicidade. Outras vezes, nós nos irritamos com pequenas coisas, mas não percebemos esta emoção em nós, mas ela se acumula, até que saímos do nosso eixo e estouramos com alguém, por uma situação que não condiz com o destempero emocional. As pessoas mais íntimas geralmente são as mais afetadas, pois no ambiente de trabalho é mais frequente o falso controle das emoções negativas. Digo “falso controle”, pois, na realidade, estamos produzindo as lavas quentes de um vulcão que explodirá ou implodirá, causando sintomas e doenças como cefaleia (dor de cabeça), enxaqueca, problemas estomacais, gastrites, dores musculares, rigidez na musculatura paravertebral (famosas dores nas costas e pescoço).
Mas se não é saudável controlar as emoções negativas, o que pode ser feito?
Perceba cada pequena emoção negativa, ou melhor, aprenda a perceber e nomear suas emoções. Olhe para ela de frente e procure entendê-la, encontre a causa raiz. Algumas vezes, só de percebê-la e enxergar a causa raiz, ela se desfaz. Em outros momentos, a relevância da emoção implica em uma conversa assertiva e calma com a pessoa que a causou, para transformá-la positivamente.
Há situações particulares que sempre podem trazer essas emoções para algumas pessoas, por exemplo, viver no trânsito de São Paulo. Nessa situação, teremos de ser criativos e tirar a atenção do que incomoda, substituindo por outra ação agradável. No exemplo do trânsito, que tal ouvir uma sequência de músicas que lhe trazem apenas emoções positivas, especialmente elaborada por você? Cante, batuque, aprecie a música ao invés do trânsito. A música traz as nossas emoções para a superfície, mas saiba escolher a emoção necessária para cada situação.
Tive um jovem cliente que dizia não se relacionar bem com a esposa de seu pai. Ela procurava conversar, mas seus assuntos não eram de seu interesse. Mantinha-se quieto e afastado dela, para não criar problemas com seu pai. Após alguns questionamentos, ele percebeu que ela procurava conversar com ele, independente dos assuntos escolhidos, mas ele não fazia o mesmo com ela. Na sua mente, temia um conflito entre eles, que desapontaria seu pai, mas não havia fatos reais que comprovassem que isso ocorreria. Ele criava a dificuldade e, com ela, seu afastamento, não dando chances para conhecer a pessoa que amava seu pai e que já era a mãe de sua irmã. Esse mesmo modelo comportamental era encontrado na dificuldade para ter e manter bons amigos.
Estamos entregues aos nossos pensamentos, mas precisamos assumir as rédeas da nossa mente, para que ela trabalhe a nosso favor. Exercitar a observação e consciência do que pensamos e interferir positivamente para trazer bons pensamentos e, por meio deles, bons sentimentos. Todos nós enfrentamos problemas e sofremos contrariedades diárias no trânsito, em casa ou no trabalho, mas precisamos assumir a responsabilidade e escolher gerar a felicidade.
Nós somos seres emocionais que desenvolveram a capacidade racional. Nossas emoções são importantíssimas, pois interferem no nosso desempenho, nos relacionamentos interpessoais e na nossa saúde física e mental. Pena que nas escolas e nas famílias não seja comum o hábito de reconhecer e falar das emoções, ao contrário, reclamamos das pessoas, das coisas que temos de fazer e do que queremos e ainda não pudemos comprar ou ganhar.
Vamos exercitar este conteúdo?

 

Exercício proposto:

Escolha um dia, de trabalho ou fim de semana com a família, e proponha-se a falar sempre dos seus sentimentos, assim como questionar como os outros estão se sentindo. Se não conseguir falar sobre isso, comece por reconhecer cada emoção gerada em todos os instantes. Verá que seu vocabulário talvez seja pobre para nomear cada emoção específica. De nada adiantará você reduzir esse trabalho em apenas duas respostas superficiais, mais habituais: Estou bem! ou Não estou nada bem!

 

Felicidade pelo uso de seus Talentos

No meu caso, foi importante procurar e entender a Felicidade que existiria dentro de mim quando minha filha de 23 anos partiu, repentinamente, para o plano superior. Eu precisava encontrar um pouco de felicidade e força para seguir vivendo, apesar de tanto pesar. Revi minha vida, minhas lutas e meus valores.
Nos anos de aprendizado sem a presença física da minha filha, Talita, eu aprendi o que julgava saber muito bem. Fiquei extremamente sensível, introspectiva e observadora, eu percebi que quando usava meu talento de forma natural, para ajudar as pessoas, minha alma sorria. Esta Felicidade, que surge de dentro para fora, é diferente da euforia pelo “ter”, trata-se da alegria de “ser” naturalmente muito mais do que se imaginava. Com mais concentração, atingia um estado novo de consciência e meu talento também crescia, formando um circuito fechado, retroalimentado, de felicidade.
Com o tempo, percebi que antes eu analisava e desenvolvia atitudes positivas em indivíduos, líderes e equipes, sem aquietar a minha mente (olha ela aí de novo), meu orgulho, minha vontade de mostrar meu conhecimento. Executava meu trabalho com toda a técnica e todo o conhecimento, atingia bons resultados, porém, aparentemente protegida pelo meu Ego, deixava de oferecer e desenvolver o que tinha de melhor.
Cada ser humano possui seus talentos, porém, na procura de status e sucesso financeiro, alguns escolhem os caminhos considerados mais valorizados e seguros, desconsiderando ou até mesmo desconhecendo a si mesmo. Com o tempo, a sensação de vazio e infelicidade, difícil de justificar, poderá surgir e incomodar.
Quem me conhece, foi meu cliente, participou de uma das minhas palestras ou dos meus trabalhos comportamentais, sabe que sempre re­cebe minha energia de amor e felicidade. Precisei e ainda preciso muito de tudo que aprendi, assim como sei que ainda há muito para aprender e exercitar.
As pessoas brigam, riem, choram, reclamam, ofendem, magoam, elogiam, dançam, cantam e VIVEM, apesar das tristezas e das decepções. Mas o difícil é sentir e entender o outro, percebendo nos erros alheios, nossos próprios erros em alguma situação passada e, desta forma, entendê-los, sem julgamentos de valor. Nossas emoções negativas, que direta ou indiretamente causam nossa infelicidade, em grande parte, estão relacionadas às ações ou posturas de outras pessoas. Portanto, relacionamentos pessoais e profissionais exigem autoconsciência e desenvolvimento contínuo, para que sejamos mais felizes.
Gosto de gente que deseja ser mais gente. Mas gosto muito mais de mim, quando consigo ser gente. Acredite, isso não é nada fácil, pois estaremos remando contra o fluxo da grande maioria das pessoas, mais acostumadas com o que é ruim e desconfiadas das pessoas do bem, mas não podemos desistir deste caminho.
A Felicidade pode ser AGORA e SEMPRE, desde que saiba fazer suas escolhas a cada instante. Procure sentir mais, aumentar seu estado de consciência no momento presente e responda para si mesmo esta importante questão: “O que é que faz a sua alma sorrir?”.