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Você já parou para pensar porque vários produtos ou serviços possuem mortalidade precoce?

Vemos no dia a dia, empresas que criam produtos ou serviços que não atendem as necessidades dos usuários, isto acontece com mais freqüência do que você imagina. E porque isso acontece? Na grande maioria das organizações, os produtos ou serviços são desenvolvidos da organização para o mercado, sem, entretanto, entender o que aquele produto ou serviço irá agregar de valor ao principal consumidor, ou seja, qual é a necessidade do usuário, o que realmente ele precisa, qual é o problema que ele quer resolver para melhorar a sua vida, tornar mais simples e fácil o seu uso. Por isso que algumas empresas começaram a se preocupar com o resultado da “experiência” do usuário para desenvolver produtos e serviços, entendendo o que ele “busca” e o que ele percebe como valor agregado.

A experiência do usuário (UX – User Experience) pode ser entendida como sendo os sentimentos e percepção que um usuário tem quando entra em contato ou utiliza um produto ou serviço, durante todo processo de interação.

A partir dessas constatações, surge o conceito de “Design Thinking”, que foi utilizado pela primeira vez em 1992 por Richard Buchanan, professor na Universidade de Carnegie Mellon (EUA).

O Design Thinking não é uma metodologia, mas sim uma abordagem que considera o  usuário final como sendo o centro principal de qualquer produto ou serviço.

Esta abordagem possui três pilares bem definidos:

Desejabilidade: identificam-se os desejos, as necessidades ou os problemas das pessoas para que as soluções apresentadas façam sentido para elas. É preciso que a solução crie valor para os usuários.

Viabilidade: define-se o que pode ser implementado de forma sustentável na empresa. Dessa forma, a solução precisa ser viável financeiramente e capaz de gerar um modelo de negócio sustentável.

Praticabilidade: avalia-se se o que foi definido pode ser aplicado em um futuro próximo. O objetivo é verificar se é tecnicamente possível colocar em prática rapidamente o que foi proposto.

Para colocar em prática o Desing Thinking, são definidos 7 (sete) princípios (de acordo com a d. School, a escola de Design Thinking da Universidade de Stanford (EUA):

  1. Focar nos valores humanos: empatia com as pessoas para as quais se está trabalhando. O feedback desses usuários é fundamental para um bom design.
  1. Mostrar, não falar: comunicar a visão pessoal de uma forma impactante e significativa por meio da criação de experiências, utilizando recursos visuais ilustrativos e contando boas histórias.
  1. Criar clareza: produzir uma visão coerente de temas de estudo confusos e moldá-la de forma a inspirar os outros, sendo o combustível da “ideação”.
  1. Estar consciente do processo: saber em qual nível se está no processo de design, quais os métodos a utilizar nesse estágio e quais são os objetivos a serem atingidos.
  1. Viés para a ação: refere-se mais sobre “o fazer” do que “o pensar”. Viés para a experimentação e execução, ou seja, a ação prática no lugar de focar em reuniões para discutir e pensar, e que, efetivamente não resultarão em planos de execução.
  1. Abraçar a experimentação: prototipagem não é simplesmente uma maneira de validar a sua idéia, é uma parte integrante do seu processo de inovação. Constrói-se e experimenta-se, para refletir sobre lições aprendidas.
  1. Colaboração radical: reunir profissionais inovadores com várias origens e pontos de vista, isto permite que idéias inovadoras e soluções surjam da diversidade de opiniões. Os times devem ser pequenos, dedicados a um esforço definido e com senso de trabalho em equipe, pois trabalharão juntos nestas tarefas de identificação.

Sua organização esta pronta para esta abordagem? O propósito não é simplesmente melhorar os seus processos e sim causar uma grande transformação nos seus produtos e serviços junto aos seus usuários. Lembre-se que a lâmpada não foi concebida como sendo a melhoria da vela e sim uma “ruptura” do modelo de iluminação, trazendo simplicidade e conforto para atender as necessidades dos usuários e conseqüentemente decretando a morte do modelo de iluminação anterior.

Referências Bibliográficas:

Introdução e Boas Práticas em UX Design – Fabrício Teixeira – Editora Casa do Código.