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*Por Ricardo Mansur

A organização de tecnologia precisa aprender apenas duas métricas para explicar como um projeto ou serviço de TIC irá melhorar os números do negócio. Basicamente, a alta administração e acionistas querem saber como um projeto ou serviço de TIC ajuda no crescimento do faturamento ou na diminuição das despesas. Os profissionais da organização de tecnologia e comunicações precisam estar preparados para responder a pergunta mais simples de todos os negócios: “Como a iniciativa ajuda no aumento das vendas ou na redução dos custos?”.

Toda vez que a organização de tecnologia reduz os custos pela introdução de uma nova tecnologia, ela ganha importante espaço político ao mesmo tempo em que eleva a sua imagem para o patamar de estrutura capaz de inovar e de eliminar perdas, desperdícios e ineficiências. Nos livros “APAGÃO DA PRODUTIVIDADE NO BRASIL: ITAAS RESOLVE”, “Governança da nova TI: a Revolução”, “TI HABILITANDO NEGÓCIOS” e “Governança dos Novos Serviços de TI na Copa”, eu apresento em detalhes a criação e apresentação de casos atraentes que justificam as iniciativas de TIC. É importante lembrar que um bom plano de negócio fala por meio de números realistas e confiáveis sobre como ganhar mais dinheiro do que gastar, ou como aumentar a efetividade dos gastos para fazer mais dinheiro ou como gastar menos dinheiro.

Não basta apenas calcular os custos e destacar os benefícios, é preciso oferecer números claros, mensuráveis e realistas. Um bom plano de negócio sempre detalha os benefícios financeiros do projeto. Os executivos querem saber se a iniciativa é merecedora dos escassos recursos da empresa. É necessário responder com clareza porque é preciso fazer e quando é preciso fazer. Muitas vezes a concorrência do simples “não fazer nada" é feroz e predatória. O desenvolvedor do caso de negócio precisa ter em mente que existe uma forte concorrência aos limitados recursos corporativos. Ele tem de trabalhar ativamente na atratividade do projeto.

Métricas como quantidade visualizada de páginas, número de seguidores nas redes sociais e volume de acesso ao banco de dados fornecem importantes informações sobre como melhorar o negócio. É razoavelmente fácil para os profissionais formados nas boas escolas de engenharia, administração, ciência da computação e economia envolverem as métricas técnicas de TIC em uma superfície de contorno amarrada aos desejos da liderança do negócio. A felicidade da gestão da organização de tecnologia ocorre quando ela não perde de vista as duas principais métricas que o negócio exige.

Cada vez é mais nítido que é possível falar sobre o aumento das vendas de produtos ou serviços ou redução dos custos por meio das métricas de TIC. Basta apenas que a organização de tecnologia tenha clareza intelectual para ser capaz de responder objetivamente as necessidades específicas do negócio. Felizmente, a era da nova TIC acabou com a embromação do “não tenho certeza”. O mundo do negócio digital em que todas as empresas estão participando em 2014 exige respostas objetivas, rápidas e com sustentabilidade de longo prazo. O universo dos negócios mudou muito com a digitalização proporcionada pela nova TIC. Todos sabem que a concorrência vem de todos os lugares e ela está disputando o mercado intensamente. Claramente, acabou a era de justificar as iniciativas com o chavão de fazer mais, melhor e mais rápido. É preciso ser claro sobre o efeito dos projetos e serviços de TIC na receita ou custo.

Por muito tempo, a organização despreparada de TIC apenas prometeu resultados que nunca foram entregues. Todos os executivos profissionais e capacitados querem respostas claras e seguranças. Os líderes estão cansados de serem frustrados pelas promessas. Eles já não têm paciência com o comportamento irrealista de alguns CIOs, fornecedores e profissionais de tecnologia. As lideranças querem saber como a central de serviços vai ajudar no aumento das vendas ou na redução do custo total da empresa com soluções, como o autoatendimento, autosserviço ou automação dos runbooks. Os números precisam ser claros e precisos para justificar os projetos. Felizmente, os que vivem no achismo estão sendo expurgados do mercado.




*Autor dos livros “Governança da Nova TI: a Revolução”, “Iniciando um Escritório de Projetos” (http://www.amazon.com/INICIANDO-ESCRIT%C3%93RIO-PROJETOS-Portuguese-ebook/dp/B00COAS3XU/ref=sr_1_1?s=books&;ie=UTF8&qid=1367943879&sr=1-1&keywords=iniciando), “Governança dos Novos Serviços de TI na Copa” e do aplicativo “Show The Money” (http://www.appcatch.com/app_stm_sw-413552.html). CPO escritório de projetos para a Copa. É considerado o “papa da governança corporativa de TI” e “conteúdo nacional privilegiado” pelos maiores especialistas em TIC do Brasil. Foi pioneiro na introdução do iTaaS. Foi um dos primeiros engenheiros que conduziu projetos com retorno de investimento positivamente robusto em Tecnologia de Informações e Comunicações no Brasil.