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*Por Jean Concilio Xavier

Quem se lembra das agendas eletrônicas, dos pagers e dos saudosos palm tops da década de 1990? Durante muito tempo, eles tiveram lugar de destaque na sociedade. Com auxílio desses instrumentos, era possível registrar contatos, trocar mensagens de textos e (em uma escala infinitamente menos do que a atual) se distrair com pequenos, que hoje são considerados nada menos que arcaicos, se levarmos em conta o avanço tecnológico daquela década em comparação aos dias atuais. Naquele momento, as preocupações das empresas em relação à segurança digital eram outras.

A tecnologia evoluiu imensamente nas últimas décadas e, com isso, surgiram os primeiros smart phones. Com o lançamento de aparelhos como o iPhone, da gigantesca Apple, a câmera fotográfica migrou – quase que definitivamente - para os telefones celulares. Junto a isso, os aplicativos multiplicaram-se com uma velocidade absurda. O “tempero” final veio com a evolução dos meios de transmissão das redes de dados.

A popularização das redes móveis (3G e, mais recentemente, o 4G) tornaram tais dispositivos artigo de necessidade básica de qualquer cidadão. Os preços acessíveis e a praticidade em carregar o equipamento para qualquer lugar são alguns dos principais atributos da nova tecnologia.

Se por um lado o acesso à informatização popularizou-se (facilitando muito a vida das pessoas), por outro lado essa disseminação veio a acarretar ainda mais preocupações com a segurança digital. Enquanto no passado o principal medo era o vazamento de informações através de artigos simples como uma máquina fotográfica, hoje as preocupações vão muito além. Os dispositivos estão cada vez menores, mais leves, compactos e inteligentes.

O termo BYOD (Bring Your Own Device) aborda o uso de toda essa tecnologia que é utilizada diariamente, principalmente no momento em que é levada para dentro do ambiente profissional.
As vantagens são muitas - e bastante significativas. A conectividade com o mundo a qualquer momento, a facilidade de acesso às notícias, o acesso a tecnologias variadas, a aplicações diversas e a informações preciosas, consistem em fatores positivos.

Entretanto, a sobrecarga das equipes de suporte técnico, os riscos de vazamento de informações e até mesmo os conflitos pessoais que podem ser ocasionados pelo uso irracional das redes sociais são, certamente, fatores de preocupação. Há, ainda, o quesito produtividade. Quando utilizada em excesso, certamente afetará o rendimento e acarretará problemas na produtividade dos profissionais.

Como os CIOS estão preparando suas equipes para enfrentar este novo paradigma dentro das empresas? E os sistemas e as práticas de atendimento? Certamente os fluxos operacionais e as práticas de help desk terão de adaptar-se à nova realidade. Caso contrário, o BYOD poderá virar um BYOP (Bring Your Own Problem). Eis um belo momento para praticarmos o processo e a melhoria contínua.

 

*Formado em Ciência da Comptação, MBA em Gestão de Empresas e Negócios, MBA em Controladoria Estratégica, Pós-MBA em Negociação. Professor Universitário e de MBA pela UPF. Atualmente é CIO do Grupo Cortel. http://www.jeanconcilio.com.br